sábado, 15 de setembro de 2012

10 de Junho: Dia de Portugal, Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas

Uma bandeira um símbolo


A seguir à implantação da República em Portugal, 5 de Outubro de 1910, a Bandeira Portuguesa, como a conhecemos foi instituída em Novembro de 1910.
Simbologia:




Verde: O verde simboliza as nações que são guiadas pela ciência. Na versão popular simboliza a esperança no futuro.



Esfera armilar: Emblema do rei D. Manuel I (1469 -1521) e que desde então esteve sempre presente nas bandeiras de Portugal. Simboliza o universo e a vocação universal dos portugueses. Na versão popular simboliza os descobrimentos portugueses.
Escudo: O Escudo de Armas remete para a fundação de Portugal. Simboliza a afirmação da cultura ocidental no mundo, e em particular dos seus valores cristãos. Os castelos e as quinas evocam conquistas, vitórias e lendas ligadas à fundação de Portugal por D.Afonso Henriques (1109-1185).



Vermelho rubro: O vermelho é a cor das revoluções democráticas desde o século XVIII percorreram a Europa, como a revoluções de 1848, a Comuna de Paris (1871) ou a revolução republicana em Portugal de 31 de Janeiro de 1891. Simboliza a luta dos povos pelos grandes ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. Na versão popular simboliza os sacrifícios do povo português ao longo da sua história.


domingo, 17 de junho de 2012

Noitadas

S.João
S.João não é santo casamenteiro,        
É santo popular,                                   
No Porto e no Rio de Janeiro              
Faz o povo bailar                                

Mas que festa é esta,                            
Interroga o forasteiro,                         
Emoção tem pela certa                                                                                        
Sem gastar muito dinheiro                                  

Raparigas solteiras
Este não é o vosso santo,
É o santo das fogueiras
Para vosso espanto

Não rezes na noite de S.João,
Caldo verde e sardinhas
Vão ser a sensação, 
Na noite de poucas falinhas


A rapariga solteira
Pede a S.João,
Um rapaz com maneira
Que lhe abra o coração


Alho-porro na mão
Dou a cheirar às raparigas,
Elas pedem a S.João
Que me mande às urtigas


Orvalhada de S.João,
Abençoada é a madrugada,
Numa bola de sabão
Vejo felicidade alcançada


Mulher casada
Na noite de S.João,
É Mulher abençoada
Na mão do marido folião


Este ano S.João
Convidou Santo António,
A noite será de emoção
E não de peditório


As raparigas solteiras,
Na noite de S.João,
Têm boas maneiras
E um bom coração

sábado, 14 de abril de 2012

Abril

Palavras soltas

Abril liberdade
Liberdade Abril
Fraterno sentimento
Abraço amigo

Liberdade Abril
Prisão sem razão
Censura terminada
Livre pensamento

Abril liberdade
Boca que não se cala
Palavra solta
Revolta gritada

Liberdade Abril
Amarra arrancada
Madrugada nossa
Unido Povo

Abril liberdade
Mulher emancipada
Olhar de criança
Conquistado cravo


Abril...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Analogias

100 anos após a tragédia do Titanic

Comparar este acontecimento trágico, com a União Europeia, é pela prepotência humana, em não admitir, que Titanic se afundava.

Por onde navega a União Europeia? Que icebergue irá afundar a União Europeia?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bloco de notas

O 25 de Abril de 1974, é uma data para recordar. Foi a vitória da democracia, sobre a ditadura do Estado Novo. Hoje vivemos em liberdade de pensamento e liberdade de expressão. Para alcançarmos a democracia, é necessário responsabilidade e respeito pelos direitos e deveres de cada um de nós.
Breve HistóriaCom a queda da monarquia constitucional, entre 1910 e 1926 nasce a 1ª Republica. Foi um período bastante agitado no quotidiano do nosso país. Esta situação, faz com que, em 28 de Maio de 1926, os Generais Gomes da Costa e Mendes Cabeçadas, impusessem em Portugal uma ditadura militar. A mesma limitou-se a tentar impedir a agitação social. No ano de 1928, tomou posse um Governo do qual fazia parte o ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar. Político de ideias fixas, veio a tornar-se em “senhor absoluto” de Portugal, concretamente, a partir de 1932. Ano em que assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, ou seja, primeiro-ministro. Formou um regime ditador, foi o período do Estado Novo. Salazar concentrou nas suas mãos todo o poder e proibiu a formação de partidos políticos. Apenas só eram eleitos os deputados para a Assembleia Nacional. Estes por sua vez, inscreviam-se na única organização política (União Nacional), que era a organização política permitida. Eram tempos difíceis, pois era perigoso falar de política em público. Quem tivesse ideias contrárias às do regime, era perseguido, chegando em muitos casos a ser preso pela polícia do Estado, a PIDE – Polícia Internacional de Defesa do Estado. Aos seus agentes chamavam-se “Os Bufas”. Estes denunciavam, os amigos, os vizinhos e até os próprios familiares. A população vivia com medo e calava-se. Os mais audazes enfrentavam o regime. Tiveram consequências negativas, muitos perderam os seus empregos. Estamos no ano de 1958, o General Humberto Delgado concorre às eleições para a presidência República. Candidato da oposição, que teve a coragem de afirmar numa entrevista, que se fosse eleito, demitia Salazar do poder, onde ficou celebre a frase “Obviamente demito-o”. Consta que chegou a ganhar as eleições, mas mais uma vez a forte arrogância do regime falseou os resultados. Fugiu para o estrangeiro. Foi morto em Espanha por agentes da PIDE. 1960-1974 - Algumas chefias do exército português estavam desconfiadas e mostravam-se descontentes, com a guerra do ultramar. Os militares perante o descontentamento da população portuguesa, num regime de opressão e de censura e na condição beligerante, com as colónias, resolveram que o dia D seria no dia 25 de Abril. É necessário relembrar que a 16 de Março de 1974, deu-se início "Ao golpe das Caldas". Tentativa de golpe de Estado que fracassou, mas foi o ensaio para o 25 de Abril.
No dia 24 de Abril, às 22h55 em ponto, a Rádio Emissores Associados de Lisboa passou a canção “E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, senha que não despertou grande suspeita. Era o sinal combinado, e que significava para estarem prontos. Assim às 00h25, de 25 de Abril, foi a vez da Rádio Renascença entrar em acção. A nova senha foi a transmissão de “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso, esta canção não tinha sido proibida pela censura. Da Escola Prática de Cavalaria de Santarém saiu uma coluna militar em direcção a Lisboa. Esta coluna era comandada pelo Salgueiro Maia, um dos Capitães de Abril. Pelas 03h00 um grupo de soldados tomou a RTP com sucesso. Às 04h30 os pontos mais importantes estavam todos controlados, inclusive o aeroporto de Lisboa. Os ministros e as autoridades relacionadas com o regime reuniram-se no Ministério do Exército, edifício que ficava no Terreiro do Paço. Através das janelas viam as movimentações de rua. Estavam na expectativa e necessitavam de ajuda das unidades do regime. Para sua protecção fizeram um buraco na parede, fugiram pelas traseiras. O primeiro-ministro Marcello Caetano e membros do Governo refugiaram-se no quartel do Carmo. Os militares revoltosos estavam a ganhar terreno e tudo corria conforme o planeado. A situação estava controlada, era uma questão de tempo, a rendição de Marcello Caetano. A notícia espalhou-se rapidamente pela população, que em euforia festejava nas ruas e distribuia aos soldados, cravos que os mesmos colocavam nas armas.


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade (…)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

País de Abril

Uma data a recordar


(Ver no arquivo do blogue - ano 2009, breve história sobre o 25 de Abril)

sábado, 12 de março de 2011

Meu povo, meu país

Caminhares
Não fui à manifestação, mas estou solidário. Nesta causa sou apolítico e apartidário. Os jovens e os menos jovens, demonstraram o seu descontentamento, perante a situação económica e social de Portugal.Foi um acto de cidadania e de maioridade democrática, sem dúvida. Atitude de coragem e convicção.Vi e ouvi um país feliz.Empenho em construir um cantinho à beira-mar diferente.
O presente somos nós, o futuro as novas gerações. Somos Democracia,somos Portugal.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Planeta Terra VIII


O que é o efeito de estufa?
Os raios de Sol, que chegam à superfície do planeta batem no solo e são devolvidos ao espaço Sob a forma de radiações infravermelhas. Algumas moléculas da atmosfera absorvem esta radiação e aquecem. A atmosfera funciona, como uma cobertura (escudo protector) que impede a perda de calor. Isto designa-se, como efeito de estufa, que é um fenómeno natural sem o qual não existiria a vida, desse modo as temperaturas seriam demasiado baixas para os seres vivos. O problema acontece quando o homem, com as suas emissões de dióxido de carbono(CO2) e outros componentes (vapor de água, metano, óxidos de enxofre...), altera o equilíbrio e faz com que aumente demasiado este efeito de estufa e a temperatura da atmosfera suba a um nível elevado.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Planeta Terra VII

A desflorestação e a atmosfera
O problema das emissões de gases nocivos à atmosfera, é agravado pela destruição dos "pulmões da terra", que são as florestas. Todos os dias desaparecem milhares e milhares de hectares de floresta. A destruição florestal implica interesses económicos, para a exploração da madeira. Cada árvore que se perde, diminui mais a capacidade de absorver o dióxido de carbono. A regeneração das florestas actualmente começa por ser impossível, porque crescem sobre um solo pobre e dificulta o desenvolvimento das sementes.
Por isso os incêndios são outra das principais causas da perda de florestas.
Efeitos da desflorestação
1ª - A água da chuva percorre velozmente as ladeiras, que deixa sem protecção o solo (desertificação, desaparecimento de habitats, colheitas destruídas...) e as populações.
2ª - As terras arrastadas enchem as barragens (reduzem as suas capacidades) e os leitos dos rios, que provocam inundações.
3ª - Os sedimentos arrastados criam ilhas, mudam os fundos marinhos e diminuem as as zonas de pesca.
Regeneração da área florestal destruída
Para regenerar uma floresta destruída pelos incêndios, começa-se por plantar sementes ou pequenas plântulas de espécies autóctones, que podem crescer em espaços abertos. Este processo fomenta a regeneração natural.
Plântulas - Embriões vegetais que começam a desenvolver pela germinação.
Espécies autóctones - espécies de árvores que crescem e desenvolvem, unicamente, numa região especifica. Dessa forma, as espécies autóctones estão mais adaptadas às condições edafo-climáticas do território, ficam mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de estio e chuvas intensas, em comparação com as espécies, que não são da região de origem.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sentimento


Tocar

«A Lua está lá no céu
Quem é que a vai tocar?
São duas mãos pequeninas
Com as luvas do luar
O Sol está lá no céu
Quem é que o vai tocar?
São duas mãos pequeninas
Que não se podem queimar
E as estrelas lá no céu
Quem é que as vai tocar?
São duas mãos com anéis
De brilhantes a brilhar
E os pássaros lá no céu
Quem é que os vai tocar?

Pássaros em liberdade
Ninguém os deve buscar»

(Matilde Rosa Araújo, As Fadas Verdes)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O que é a Biodiversidade?

Biodiversidade ou diversidade biológica, consiste na variedade da natureza viva. Trata-se de um tema actual, em que os biólogos, ambientalistas, líderes políticos, e cidadãos comuns reconhecem a importância do mesmo na nossa sociedade. Surge nas últimas décadas do Século XX, com a destruição e extinção de várias espécies e ecossistemas. Pode ser definida, como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as circuntâncias ecológicas nas quais elas sucedem. Pode-se afirmar que é a relação de vários parâmetros: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes, numa área estabelecida. A Biodiversidade varia nas diferentes regiões ecológicas, tem mais expressão nas regiões tropicais do que nos climas temperados. Também relaciona-se com variedade de vida no planeta Terra, assim como, a variedade genética das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos, de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A Biodiversidade insere a variabilidade ao nível local, a alfa diversidade, complementaridade biológica entre habitats, a beta diversidade e variabilidade entre paisagens, a gama diversidade. Junta a totalidade dos recursos vivos, dos biológicos e dos recursos genéticos.
Convém referir que a espécie humana está dependente da Biodiversidade para a sua sobrevivência.


Encontro com a poesia

Os paraísos artificiais Na minha terra, não há terra, há ruas; mesmo as colinas são prédios altos com renda muito alta. Na minha terra, ...